Pequenas empresas ecologicamente corretas ficam mais competitivas
por Redação
Sexta-feira, 4 de Julho de 2008
Pode parecer complicado, mas adequar-se aos conceitos da sustentabilidade é mais fácil e barato do que parece. Com pequenos ajustes, como monitoramento da geração de resíduos para reduzi-los sempre que possível; verificação da utilização de energia e possibilidade de redução; readequação, em caso de necessidade, da iluminação da empresa; diminuição no consumo de água e implementação de programas de incentivo aos funcionários não requerem investimentos e podem trazer grandes benefícios.
Para orientar os empresários dos pequenos negócios paulistas nesta questão, o Sebrae-SP lançou o projeto Gestão Ambiental, com o objetivo de formular um conjunto de práticas administrativas e operacionais que levam em conta a saúde e a segurança das pessoas e a proteção do meio ambiente. Todas as fases do ciclo de vida de um produto e de uma empresa estão incluídas no programa.
Segundo a gestora do programa, Dorli Martins, foi elaborado um relatório de auditoria ambiental para cada uma das empresas participantes do projeto-piloto, que recebeu também a visita de consultores especializados para verificação dos processos produtivos e geração de resíduos, além da saúde e segurança dos trabalhadores. "Com o relatório em mãos, o empresário sabe quais são todas as suas conformidades e inconformidades e pode se programar para implementar as mudanças necessárias", explica Dorli.
Ela aponta também que os resultados apresentados foram surpreendentes: redução de 40% no consumo de matéria-prima e de 30% no de energia elétrica, além da legalização de nove lavanderias industriais da cidade de Cajamar. Participaram empresas dos segmentos de cerâmica vermelha, produtores de cachaça, oficinas mecânicas, plásticos, metal-mecânica, brinquedos de madeira, calçados e lavanderias industriais,
O diagnóstico apontou ainda que as micro e pequenas empresas dos setores estudados geram resíduos, em média, de 40% (cerâmicas); 35% (couro e calçados); 30% (brinquedos de madeira); 30% (plástica); 5% (cachaça) e 10% (oficinas mecânicas)
A implantação do prognóstico será executada por meio de aperfeiçoamento tecnológico, monitoramento e certificação de boas práticas ambientais com validade de um ano para as empresas que fizerem as implantações recomendadas, além da elaboração de cartilhas de eficiência energética para os setores de calçados, cerâmica vermelha, lavanderias industriais e plásticos.
A partir do segundo semestre, o projeto será estendido a todo o Estado e as empresas interessadas devem procurar o Escritório Regional do Sebrae-SP mais próximo. "O projeto Gestão Ambiental trabalha a conscientização e a informação para prevenir os empresários", resume Dorli. "O grande foco é: ganha o meio ambiente e ganham os empresários. A questão ambiental é um diferencial competitivo dos pequenos negócios e os empreendedores estão se dando conta disso", conclui a gestora.
"Um trabalho nesse sentido cada dia é de fundamental importância para o País como um todo e para os pequenos negócios em geral. Esse é um projeto fundamental, mas de longo prazo. É um desafio maravilhoso que trará benefícios para toda a sociedade brasileira", afirmou o diretor administrativo e financeiro do Sebrae-SP, Milton Dallari.
Realizado em parceria com a Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), o programa prevê a realização de 55 horas de consultoria técnica, sendo 80% do valor subsidiado pelo Sebrae-SP.
Serviço
Mais informações: 0800 570 0800
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