Sustentabilidade organizacional em tempos de crise global
por Prof. Sacadura
Terça-feira, 21 de Outubro de 2008
Poucos conceitos têm sido tão falados nos tempos atuais como SUSTENTABILIDADE. O conceito de SUSTENTABILIDADE ORGANIZACIONAL tem sua origem nas discussões sobre meio-ambiente e preservação do planeta.
Desde o alerta sobre as condições climáticas que estão comprometendo nossa sobrevivência e qualidade de vida, iniciado com a Toronto Conference on the Changing Atmosphere, no Canadá, em outubro de 1988, e reforçado com a ECO/92 no Rio de Janeiro e o Protocolo de Quioto em 1998, no Japão, as organizações de todo mundo foram chamadas a questionarem suas atividades e seus propósitos empresariais.
Depois de mais de dois séculos de industrialização as pessoas estão perguntando qual a responsabilidade das organizações frente aos problemas de aquecimento global, poluição do ar, dos rios e mananciais de água potável, desertificação dos continentes e carência de produtos para alimentar a humanidade.
Tais problemas não se abatem apenas sobre os que poluem ou os que especulam com as riquezas da terra, mas afeta a sobrevivência e a qualidade de vida de todos.
Este questionamento não cessou, pelo contrário. O conceito de Sustentabilidade Organizacional invadiu os ambientes empresariais e passou a ser alvo das preocupações de gestão dos empreendedores e executivos.
O conceito que originalmente estava relacionado com a proteção do meio ambiente se expandiu para a qualidade de vida de todos os cidadãos. De forma simples, pode-se definir Sustentabilidade Organizacional como a capacidade que uma organização tem para definir suas estratégias mercadológicas a partir da responsabilidade social com as comunidades.
Como todas as empresas estão de alguma forma, envolvidas no processo de globalização de seus negócios, as preocupações com a qualidade de vida das populações adquire contornos mundiais.
Uma organização hoje não pode apenas pensar em termos de lucro, mas precisa responsabilizar-se pelos impactos de seus negócios sobre os ambientes “Eco-humanos” onde atua direta ou indiretamente. Há muito tempo que as organizações responsáveis trocaram sua gestão orçamentária por uma gestão estratégica.
Em vários países as Bolsas de Valores introduziram o conceito de Sustentabilidade criando um Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE, como no caso da Bolsa de Valores de são Paulo, cuja valorização das ações havia superado os 90% em dois anos.
Estamos passando por um “dilúvio” financeiro mundial poucas vezes visto na história da humanidade. Essa catástrofe se alarga e estende a passos largos para todas as esferas de atividade humana projetando uma crise global sem precedentes, a tal ponto que organismos e personalidades mundiais já falam em uma “NOVA ORDEM MUNDIAL”.
O que exatamente será essa “nova ordem mundial”, ninguém sabe. Mas uma coisa todos os analistas concordam, não será mais possível sobrevivermos debaixo de um projeto global que não se volte mais seriamente para as grandes demandas sociais em todos os rincões do planeta. Então a pergunta parece óbvia: quem e quais organizações estão mais preparadas para enfrentar a atual crise e ser vanguarda nessa “nova ordem”?
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Nome: francyane barradas
Comentario: creio que ,poucas seram as organizações a se adaptarem ao novo meio mrcadologico ou seja aquela que investe em sustentabilidade e acredita na causa.
Nome: kenia
Comentario: adorei o texto, gostaria de me aprofundar mais sobre o assunto. Pode me enviar textos, ou me indicar algum livro.








