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Índice de Preços no Varejo (IPV) da Fecomercio fechou o mês de setembro com queda de 0,10%. Esta é a terceira queda do IPV no ano. A redução do indicador foi novamente puxada pelo grupo Supermercados

Redação

Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009 às 13:32:19



O Índice de Preços no Varejo (IPV) da Fecomercio fechou o mês de setembro com queda de 0,10%. Esta é a terceira queda do IPV no ano. A primeira foi em fevereiro, quando a redução foi de 0,05%, e a segunda em agosto, com queda de 0,17%. Em 12 meses, o índice acumula alta de 0,91% - de janeiro a setembro deste ano, o acumulado é de 0,25%. Dos 21 grupos analisados pelo IPV, oito registraram queda nos preços.

O grupo Supermercados, com o maior peso no índice (32%), puxou pela segunda vez a queda do IPV em setembro. O setor passou de uma redução de 0,58% em agosto para uma variação negativa de 0,68% em setembro. A economista da Fecomercio, Júlia Ximenes, explica que esse resultado deve-se ao processo de realinhamento de preços de alguns produtos alimentícios, que estavam mais caros em virtude das condições climáticas desfavoráveis no primeiro semestre do ano.

Entre os produtos que passaram por realinhamento, estão: Leites (-10,40%), Aves (-5,06%), Ovos (-4,75%), Cereais (-3,16%) e Legumes (-0,73%). Por outro lado, Frutas (5,95%), Adoçantes (9,57%) e Panificados (1,17%) ainda estão com preços mais altos por questões climáticas.

O grupo Veículos, com peso significativo no índice (12%), apresentou a terceira queda consecutiva, passando de -1,46%, em agosto, para -0,70% em setembro. Um resultado esperado, já que setembro foi o último mês com o desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos novos, incentivo que serviu de estímulo aos lojistas para garantir ofertas de preços ao consumidor final. Automóveis Novos recuaram 0,62%, Automóveis Usados apontaram queda de 0,83%, e Motocicletas Usadas, queda de 0,61%. Em 2009, o setor acumula redução de 7,63%.

Os preços desse grupo devem subir a partir de outubro, quando o IPI volta a incidir de forma gradual. “Para não provocar impacto negativo nas vendas neste primeiro momento, alguns lojistas já consideram absorver o aumento do imposto”, observa Ximenes.

O segmento Feiras passou de uma alta de 7,07%, em agosto, para uma queda de 0,95% em setembro. O resultado foi influenciado pela desaceleração nos preços das Verduras (-6,26%), Legumes (-2,30%), Ovos (-1,53%), Aves (-0,67%) e Tubérculos (-0,20%). Esses itens também sofreram a influência de fatores climáticos. No acumulado de 2009, o grupo soma alta de 11,12% nos preços.

Os demais grupos que finalizaram setembro com preços menores foram: Eletrodomésticos (-0,50%), Padarias (-0,07%), Relojoarias (-0,30%), Eletroeletrônicos e outros (-0,08%) e Autopeças e Acessórios (-0,15%).

Preços mais elevados
Dos segmentos com pesos significativos no IPV, o grupo Vestuário, Tecidos e Calçados (com participação de 14%) teve alta em setembro de 0,71%, ante 0,02% em agosto. A economista da Fecomercio lembra que setembro é o período de entrada da coleção primavera-verão nas lojas, normalmente com preços mais elevados. Destaque para a alta de Calçados e Acessórios de Vestuário (1,26%), Roupa Feminina (1,08%), Roupa Infantil (0,30%) e Roupa Masculina (0,20%).

Drogarias e Perfumarias também registraram alta de 0,32% em setembro, ante a queda de 0,22% verificada em agosto. Tanto os artigos de Perfumaria (0,38%) quanto o subgrupo de Drogaria (0,30%) pressionaram o grupo. De janeiro a setembro de 2009, o setor acumula alta de 7,46%.

Outros setores que apresentaram alta no mês foram: Material de Construção (0,07%), Móveis e Decorações (0,28%), Açougues (0,09%), Combustíveis e Lubrificantes (1,07%), Floricultura (1,09%) Óticas (0,86%), CDs (0,74%), Materiais de Escritório e outros (0,70%), Livrarias (0,52%) e Brinquedos (0,28%). Jornais e Revistas ficaram estáveis.

Nota Metodológica
O Índice de Preços no Varejo (IPV) é apurado mensalmente pela Fecomercio desde 1992, tendo sido atualizado periodicamente de forma a se manter moderno e adequado ao perfil do varejo. Os dados são coletados junto a cerca de 2.000 estabelecimentos comerciais no município de São Paulo, contemplando 21 segmentos varejistas e 450 subitens pesquisados. A pesquisa conta com uma amostra mensal de aproximadamente 105 mil tomadas de preços. O indicador tem como objetivo acompanhar as variações relativas de preços praticados no comércio varejista em seus vários ramos de atividade. Os resultados obtidos, de forma bastante ampla e precisa, são úteis para o acompanhamento da variação de preços ao longo do tempo em diferentes setores do varejo, além de permitir a análise da evolução dos custos ao consumidor de acordo com o tipo específico de consumo.

Permite também à indústria conhecer a evolução dos preços praticados no varejo, auxiliando na determinação de margens adequadas para a formação do preço de venda.

Sobre a Fecomercio
A Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Representa 152 sindicatos patronais, que abrangem cerca de 600 mil empresas. O setor comercial brasileiro corresponde a 11% do PIB e gera em torno de cinco milhões de empregos.

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