CONSUMO VOLTA A CRESCER NO BRASIL - Estudo da Nielsen revela que Classes D+E ganharam poder de compra e foram as que mais contribuíram para o aumento no volume de vendas
Redação
Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009 às 20:56:09
O cenário econômico ainda preocupa os consumidores brasileiros, mas não tanto quanto no começo do ano – período em que a crise entrava na fase mais aguda. Segundo estudo Crise ou Incerteza?, da Nielsen Brasil, o consumo está crescendo gradativamente no País e os números mostram que o brasileiro voltou a buscar os itens preferidos e não apenas os mais baratos.
A percepção do bom momento da economia também foi verificada em um levantamento global da empresa – com 17.107 mil pessoas, em 50 países - que coloca o País em quarto lugar no ranking mundial de confiança do consumidor, atrás apenas de Indonésia, Índia e Filipinas. No País, a confiança está em 96 pontos, 14 acima da média global e da Argentina, para citar um país próximo, ambas com 82.
Outros dados que revelam o otimismo do brasileiro são as perspectivas para os próximos 12 meses em relação a emprego, finanças pessoais e compras de produtos necessários ou desejados. “Ainda não retornamos aos níveis pré-crise, mas a recuperação de janeiro para a agosto é bastante expressiva e indica que estamos chegando lá. Em relação ao trabalho, por exemplo, a perspectiva saltou de 33% no primeiro trimestre de 2009 para 46% no penúltimo trimestre deste ano (nos três meses anteriores à crise, a perspectiva era de 61%)”, revela Sergio Pupo, executivo de Atendimento da Nielsen.
Movimento de classes – Na análise de consumo por nível sócio-econômico, a força das classes D+E, que representam 36% dos consumidores, ficou ainda mais evidente com o crescimento em todos os aspectos avaliados (frequência no ponto de venda, tíquete-médio – ou valor gasto por compra feita – e gasto total).
Houve queda no tíquete médio dos consumidores de nível sócio-econômico C, mas aumento na freqüência no ponto de venda. “Esta informação mostra que o conceito de ‘compra do mês’ está cada vez mais distante das classes C e D+E. A visita destes brasileiros ao ponto de venda está cada vez mais ‘objetiva’. Ou seja, eles vão para comprar os itens necessários para um determinado espaço de tempo e não se preocupam em estocar produtos”, conta o executivo.
A recuperação das categorias – A recuperação do número de categorias que voltaram a crescer aos patamares de 2007 é outro sintoma de que o País vive uma onda otimista, afirma Pupo. “No comparativo entre 2008 e 2007, 21% das categorias cresceram e 47% permaneceram estáveis. Já na comparação entre os primeiros semestres de 2009 e 2008, o crescimento foi de 42% e o índice de estagnação caiu para 31%.”
Inovação – As cestas demonstram crescimento de 1,7%, com destaque para as que trazem melhores propostas de custo benefício e remetem à praticidade, saudabilidade, e inovação. A categoria Iogurtes cresceu 10,5% com os investimentos em linhas light e diet e o lançamento de embalagens econômicas. “Já o mercado de bebidas energéticas, que cresceu 49,7%, e de isotônicos, cujo aumento foi de 27,7%, foram impulsionados pela entrada de novos players”, completa.
Na comparação entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período de 2008, os destaques são as cestas de bebidas não-alcoólicas e perecíveis, ambas com crescimento de 3,6%.
Não basta ter preço – Entre todas as ações para chamar a atenção dos compradores, as ações no PDV (ponto de venda) foram as que se mostraram mais eficazes. De acordo com o levantamento, as iniciativas no ponto de venda incrementaram as vendas em 55% “Os varejistas e a indústria já perceberam que a aproximação criativa e com foco no shopper (frequentador da loja) é fundamental para incentivar a venda de novos produtos”, esclarece Pupo.
ServiçoNIELSEN COMPANY (www.br.nielsen.com)
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